Pense que sou uma prateleira
bem antiga
Pense que és um espanador
bem novinho
Você me limpa por completo
Com toda delicadeza do mundo
E por mais que eu aprecie tua limpeza
Me desculpe, meu bem
mas eu já me acostumei com a poeira.
Analogias piegas são infalíveis.
You are not to blame for
Gaveta Imaginária
Papéis perdidos.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
domingo, 21 de julho de 2013
(21/07/13)
Em cada canto dessa casa tem uma ponta de tristeza.
Em cada dobra das paredes tem um resquício de remorso.
Em cada piso do meu quarto tem o arrependimento vivo.
Ah, como é bom voltar às origens.
Eu sabia que precisaria de você.
Em cada dobra das paredes tem um resquício de remorso.
Em cada piso do meu quarto tem o arrependimento vivo.
Ah, como é bom voltar às origens.
Eu sabia que precisaria de você.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Mantra (28/06/13)
A paz virá para mim.
É sério, a paz vai vir até mim. Eu juro que vai.
Dessa vez eu deixo todas as mágoas de lado. Dessa vez, eu juro que vou limpar a minha mente. E vou mesmo.
Agora não existe mais espaço pra arrependimento. Por mais que eles ainda queiram florescer, não há mais espaço.
Dessa vez eu prometo: eu vou me lembrar de me esquecer.
Eu vou me lembrar de me esquecer. Eu juro.
Mas olhe pra mim. Olhe mesmo. Você acha que eu sou assim? Olhe pra mim. Eu não sou assim. Eu tô andando fora da linha. Eu tô vibrando o tempo todo.
Mas eu juro que eu ainda vou iluminar o mundo. E vou mesmo.
A paz virá para mim.
É sério, a paz vai vir até mim. Eu juro que vai.
Toda a raiva que eu senti um dia já ficou pra trás. Eu decidi deixar pra trás. Não só a raiva, mas todas as marcas e as sombras que ela me trouxe.
Eu nunca acreditei muito em destino ou intuição, mas eu juro que existe um radar no meu coração. Que coisa mais boba. Mas é a verdade! Existe, e eu deveria tê-lo seguido antes. Mas deixa pra lá. Eu tô melhor.
E se você não acredita, olhe pra mim. Só olhe. Viu só? Eu estou vivendo em toda santidade possível. Eu estou sendo positiva. Eu preciso ser positiva. Por mais difícil e falso que possa soar, eu sou positiva. Pelo menos dessa vez, eu preciso ser. Eu tenho dado toda a positividade possível.
E eu ainda vou iluminar esse mundo.
A paz virá para mim.
É sério, a paz vai vir até mim. Eu juro que vai. É pra ser, tem que ser.
É inevitável.
A paz virá para mim.
A paz virá para mim?
Depeche Mode - Peace
É sério, a paz vai vir até mim. Eu juro que vai.
Dessa vez eu deixo todas as mágoas de lado. Dessa vez, eu juro que vou limpar a minha mente. E vou mesmo.
Agora não existe mais espaço pra arrependimento. Por mais que eles ainda queiram florescer, não há mais espaço.
Dessa vez eu prometo: eu vou me lembrar de me esquecer.
Eu vou me lembrar de me esquecer. Eu juro.
Mas olhe pra mim. Olhe mesmo. Você acha que eu sou assim? Olhe pra mim. Eu não sou assim. Eu tô andando fora da linha. Eu tô vibrando o tempo todo.
Mas eu juro que eu ainda vou iluminar o mundo. E vou mesmo.
A paz virá para mim.
É sério, a paz vai vir até mim. Eu juro que vai.
Toda a raiva que eu senti um dia já ficou pra trás. Eu decidi deixar pra trás. Não só a raiva, mas todas as marcas e as sombras que ela me trouxe.
Eu nunca acreditei muito em destino ou intuição, mas eu juro que existe um radar no meu coração. Que coisa mais boba. Mas é a verdade! Existe, e eu deveria tê-lo seguido antes. Mas deixa pra lá. Eu tô melhor.
E se você não acredita, olhe pra mim. Só olhe. Viu só? Eu estou vivendo em toda santidade possível. Eu estou sendo positiva. Eu preciso ser positiva. Por mais difícil e falso que possa soar, eu sou positiva. Pelo menos dessa vez, eu preciso ser. Eu tenho dado toda a positividade possível.
E eu ainda vou iluminar esse mundo.
A paz virá para mim.
É sério, a paz vai vir até mim. Eu juro que vai. É pra ser, tem que ser.
É inevitável.
A paz virá para mim.
A paz virá para mim?
Depeche Mode - Peace
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Oi (25/06/13)
Hm.
É como entrar num velho quarto depois de muito tempo sem pisar nele. Ou reabrir uma velha caixa depois de muito tempo sem abri-la.
É uma sensação estranha.
Nunca tive intimidade com as palavras. Se algum dia estive perto de ter, hoje já estou mais afastada do que nunca.
"Estou". "Tô" soa mais natural.
Se algum dia estive perto de ter, hoje já tô mais afastada do que nunca.
É, bem mais confortável.
Meio estranho.
É que já faz tanto tempo que não sei mais fazer isso.
Eu tenho uma mania de querer reviver coisas que eu lutei pra esquecer. Mais por diversão do que por necessidade. Alguns colocariam como sadomasoquismo. Eu me arrisco a chamar de passatempo.
É que eu ainda sinto falta, entende? Mesmo que tenha passado, eu ainda sinto falta e ainda penso em todas as possibilidades. É o "e se..." falando mais alto do que as outras vozes. E que voz forte.
Hum. Meio estranho. Já perdeu a graça.
Nunca teve graça, na verdade. É que antes parecia necessário. Hoje não é mais.
Que triste.
Se eu pudesse ao menos resgatar três coisas do meu passado.
Como é que as coisas seriam hoje?
Só três?
Quanta besteira reunida em um lugar só. Eu já fui assim? Que horror.
Um dia eu me (re)encontro com as minhas origens. E aí sim isso vai voltar a ter sentido. Quando o vômito já não for mais o suficiente, isso aqui vai ser necessário.
Sempre foi, na verdade. Sempre vai ser.
É
A gente não consegue sair das coisas, não consegue abandonar assim. Leva anos até que o desapego total atinja o seu ápice.
"Praticar o desapego" pesquisar
Nada muito relevante. Nem olhei, na verdade.
Ô, mas que vontade de escrever qualquer bosta. Qualquer coisa que seja. O que é que eu tenho que registrar? Meus dias estão passando bem, obrigada.
Não tem registro? Então tá.
Mas que vontade. A vontade é terrível. Sabe que eu tô mais autêntica? Mais transparente. Acho que é assim que eu devo andar daqui pra frente. Mas que é difícil, ah se é.
Mas que vontade, hein.
Deixa pra lá. Tô verdadeira, como nunca fui antes.
Quanta baboseira eu já fui um dia. Meu quarto, minha caixa, minha gaveta empoeirada continua aqui, pro dia que eu resolver entrar de novo. É, quem sabe.
Uma hora eu volto, prometo. Mais relevante, mais sonsa, mais falsa, quem sabe.
Um som pra registrar o momento.
Grizzly Bear - Fine For Now
É como entrar num velho quarto depois de muito tempo sem pisar nele. Ou reabrir uma velha caixa depois de muito tempo sem abri-la.
É uma sensação estranha.
Nunca tive intimidade com as palavras. Se algum dia estive perto de ter, hoje já estou mais afastada do que nunca.
"Estou". "Tô" soa mais natural.
Se algum dia estive perto de ter, hoje já tô mais afastada do que nunca.
É, bem mais confortável.
Meio estranho.
É que já faz tanto tempo que não sei mais fazer isso.
Eu tenho uma mania de querer reviver coisas que eu lutei pra esquecer. Mais por diversão do que por necessidade. Alguns colocariam como sadomasoquismo. Eu me arrisco a chamar de passatempo.
É que eu ainda sinto falta, entende? Mesmo que tenha passado, eu ainda sinto falta e ainda penso em todas as possibilidades. É o "e se..." falando mais alto do que as outras vozes. E que voz forte.
Hum. Meio estranho. Já perdeu a graça.
Nunca teve graça, na verdade. É que antes parecia necessário. Hoje não é mais.
Que triste.
Se eu pudesse ao menos resgatar três coisas do meu passado.
Como é que as coisas seriam hoje?
Só três?
Quanta besteira reunida em um lugar só. Eu já fui assim? Que horror.
Um dia eu me (re)encontro com as minhas origens. E aí sim isso vai voltar a ter sentido. Quando o vômito já não for mais o suficiente, isso aqui vai ser necessário.
Sempre foi, na verdade. Sempre vai ser.
É
A gente não consegue sair das coisas, não consegue abandonar assim. Leva anos até que o desapego total atinja o seu ápice.
"Praticar o desapego" pesquisar
Nada muito relevante. Nem olhei, na verdade.
Ô, mas que vontade de escrever qualquer bosta. Qualquer coisa que seja. O que é que eu tenho que registrar? Meus dias estão passando bem, obrigada.
Não tem registro? Então tá.
Mas que vontade. A vontade é terrível. Sabe que eu tô mais autêntica? Mais transparente. Acho que é assim que eu devo andar daqui pra frente. Mas que é difícil, ah se é.
Mas que vontade, hein.
Deixa pra lá. Tô verdadeira, como nunca fui antes.
Quanta baboseira eu já fui um dia. Meu quarto, minha caixa, minha gaveta empoeirada continua aqui, pro dia que eu resolver entrar de novo. É, quem sabe.
Uma hora eu volto, prometo. Mais relevante, mais sonsa, mais falsa, quem sabe.
Um som pra registrar o momento.
Grizzly Bear - Fine For Now
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Possível último adeus
Minha pequena
Eu não sei escrever
Nota-se pelos papéis rasgados
E isso é só mais um defeito
Pra minha lista sem fim
Mas pequena
Eu sei que amo
Amo de encher os olhos
De botar os lábios a dançar
Amo de querer sorrir
Só por saber que amo
Eu arrumo todas as malas
De tudo em tudo não me sobra nada
Vivo alheia a todas as coisas
Sou minha única e própria aliada
Sou aliada de quem não deveria ser
Sei da prosa e da narrativa
Só não sei de poesia
Porque poesia é coisa de gente grande
Grande no coração
E de coração eu também não sei nada
Pequena, ouça
Eu me vou, prometo que sim
E não irei voltar, prometo que não
De pesos já lhe basta a vida
Mas viva pequena, viva!
Te deixo nas mãos dos deuses
Porque nas minhas tu se sufoca
E de sufoco já lhe basta a vida
O mundo te merece, pequena
E de pequena, tu só tem (tinha) eu
Porque você é grande, pequena
Tão grande que tive que lhe deixar
Por não suportar tanta grandeza
Vou viver só, pequena
Porque só todo mundo é
Uns tem com quem compartilhar
E tua lembrança é companhia suficiente
Deixei as chaves na mesa
E vou tentar me dilatar
Pra ver se te guardo aqui dentro
Pedaço por pedaço
Porque amor ainda é pequeno
Praquilo que eu tenho (tinha) a te oferecer
Então me diz, pequena
Como é que eu fui me perder?
É tu que me conhece
É tu que me tem por inteira
Então me diz, pequena!
Vou-me embora, pequena
Levo tudo que sobrou
Daquele nada que eu tinha
E de pequena tu não tem nada!
Só a saudade e a tristeza
Adeus, pequena
(É assim que se encerra?)
E de pequena tu ainda me tem
Adeus?
Eu não sei escrever
Nota-se pelos papéis rasgados
E isso é só mais um defeito
Pra minha lista sem fim
Mas pequena
Eu sei que amo
Amo de encher os olhos
De botar os lábios a dançar
Amo de querer sorrir
Só por saber que amo
Eu arrumo todas as malas
De tudo em tudo não me sobra nada
Vivo alheia a todas as coisas
Sou minha única e própria aliada
Sou aliada de quem não deveria ser
Sei da prosa e da narrativa
Só não sei de poesia
Porque poesia é coisa de gente grande
Grande no coração
E de coração eu também não sei nada
Pequena, ouça
Eu me vou, prometo que sim
E não irei voltar, prometo que não
De pesos já lhe basta a vida
Mas viva pequena, viva!
Te deixo nas mãos dos deuses
Porque nas minhas tu se sufoca
E de sufoco já lhe basta a vida
O mundo te merece, pequena
E de pequena, tu só tem (tinha) eu
Porque você é grande, pequena
Tão grande que tive que lhe deixar
Por não suportar tanta grandeza
Vou viver só, pequena
Porque só todo mundo é
Uns tem com quem compartilhar
E tua lembrança é companhia suficiente
Deixei as chaves na mesa
E vou tentar me dilatar
Pra ver se te guardo aqui dentro
Pedaço por pedaço
Porque amor ainda é pequeno
Praquilo que eu tenho (tinha) a te oferecer
Então me diz, pequena
Como é que eu fui me perder?
É tu que me conhece
É tu que me tem por inteira
Então me diz, pequena!
Vou-me embora, pequena
Levo tudo que sobrou
Daquele nada que eu tinha
E de pequena tu não tem nada!
Só a saudade e a tristeza
Adeus, pequena
(É assim que se encerra?)
E de pequena tu ainda me tem
Adeus?
sábado, 6 de outubro de 2012
Raio X (06/10/12)
Atualizado na medida em que as radiografias vão saindo.
- O modo como o sol ardia no meu rosto, e mesmo assim eu me recusei a sair de onde eu estava. Ardia muito, chegava a incomodar, e eu me testava. Até onde aquele sol iria arder? Ardeu muito, e eu ri demais.
- Como eu chorei enquanto ouvia A Wolf at the Door. Não lembro o porquê, talvez nem tivesse razão. Mas eu chorei, descontrolada. Não me preocupei com meu rosto, não me preocupei em ser fraca perante aos outros, eu chorei muito, muito.
- O quarto solitário com duas camas, e várias fotos coladas na parede. E Little Girl, do Julian Casablancas, e Bird Song, da Florence and The Machine. E o quarto azul, com muita solidão, muita.
- Quando amanhecia no domingo e eu via o dia nascer completamente. E eu me sentia estranhamente bem, como nunca havia me sentido antes. Há dois anos atrás, eu era um lixo.
- O modo como eu me deprimi e deprimi a todos, na mesa da cozinha, no fim de uma quinta feira. O céu estava lindo, mas eu estava na cozinha deprimida, e todos estavam também. Na mesa da cozinha, a de mármore.
- Quando eu inventava minhas próprias histórias porque eu ainda não sabia ler, e era bom inventar uns romances. Eu nem sabia ler.
- A tarde de domingo, a rua estava calma e batia um vento muito fresco. E a gente ria muito, nem lembro o motivo. "Eu nunca me senti tão feliz. Eu nunca vou ser feliz desse jeito". E não fui.
- Mais de uma hora, em um silêncio que não era de maneira alguma desconfortante.
- O modo como ela ria e dizia que eu não estava nem perto de ter uma paixão de verdade. E talvez eu não estivesse mesmo. Mas doeu, mesmo assim. Mas me senti confortável.
- Quando eu devorei aquele livro e fiquei com os personagens, a história e as cenas na cabeça por quase um mês. Eu me recusava a acreditar que aquele livro tinha acabado.
- Fiction, a fumaça, e o sol se pondo.
- Como eu me deitei no palco, fechei os olhos por um tempo e abri rapidamente, vendo todos aqueles refletores na minha direção. E repeti isso por várias e várias vezes. A sensação de alguém que está a beira da morte e é rapidamente ressucitado, várias e várias vezes. Os olhos abrindo repentinamente.
- O jeito que eles tocavam Mistérios do Planeta, na barraca ao lado. Eu poderia morrer ali. Eu me senti abraçada, mesmo não estando ninguém ao meu lado, muito menos me abraçando.
- Quando eu acordei ela no meio da noite e ela me explicou várias coisas sobre anatomia e astrologia, das quais não me recordo agora. Eu acordei ela várias vezes durante a noite, durante a minha vida.
- A corrida de carrinhos, em que eu fiz questão de colocar Temporal pra tocar, pra poder colocar emoção no momento.
- Quando eu ganhei minha guitarra. Eu tinha acabado de chegar da casa da minha amiga e quando entrei no quarto, a guitarra estava em um pedestal, acompanhada de um pedestal de microfone. Eu chorei, e eu só tinha nove anos.
- Quando minha mãe estava prestes a sair e eu a enchi tanto, que ela finalmente me ensinou como se lia cifras e me passou duas notas pra tocar no violão. O violão era muito maior do que eu. Eu implorei demais.
- A minha própria loja de cartões personalizados. Eu os fazia com glitter e papel colorido, em cima de um baú muito velho, e nem lembro o que eu colocava neles.
- Quando eu passei uma tarde inteira ouvindo o disco dos Secos & Molhados, repetindo todas as músicas várias vezes.
- Quando ela gritou "NÃO!" tão alto que ele entalou na cadeira e todo mundo assustou, apesar de rir muito.
- Quando todo mundo dormiu em casa.
- Quando eu prometi que eu jamais encontraria outra pessoa e ela também prometeu, e passamos uma noite inteira falando da importância que uma tinha na vida da outra. E nos demos conta que já eram 5 horas da manhã, e o irmão dela ainda não tinha chegado. Eu era muito ingênua.
- Fiquei submersa na piscina, até não aguentar mais, e subi rapidamente pra superfície. E eu aumentava o meu limite o tempo todo, indo cada vez mais fundo. Ficando submersa por um longo tempo, até voltar roxa. Eu não cheguei perto da morte.
- Só de pensar naquilo, o meu estômago já revirava. Eu sentia tanta falta que as dores se tornavam físicas. Nunca mais senti isso, infelizmente.
- A raiva e a saudade que aumentavam cada vez mais. "Eu mudei sua vida, porra! Não sei se mudei pra melhor ou pra pior, mas eu mudei! Você não pode ignorar isso!" Acho que parte de mim ainda sente muito a sua falta. Acho que na verdade eu quero muito sentir sua falta. É possível sentir saudades de se ter saudade?
- O modo em que eu segurei o choro quando ela gritou comigo, sem razão aparente. De certo modo, eu provoquei. Não que não fosse uma reação inesperada da parte dela, mas foi uma reação inesperada de minha parte. E ela não foi rude (não do modo que ela costuma ser), mas aquilo me provocou uma angústia, e eu tive que me segurar enquanto me balançava.
- A frieza com que ela passou do meu lado. Eu não sou uma pessoa tão ruim assim, juro que não sou. Uma pena que ela não saiba disso.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Sobre o breve e intenso amor (08/08/12)
Quem por muito tempo tenta
Ferozmente se isenta
Da fatal realidade
De tanto que tormenta
Logo não se orienta
E então lhe falta sanidade
Mesmo sendo lenta
A paixão se alimenta
Do prazer e da vontade
Mas quando não se aguenta
Se cala e se contenta
No vazio da saudade
Ferozmente se isenta
Da fatal realidade
De tanto que tormenta
Logo não se orienta
E então lhe falta sanidade
Mesmo sendo lenta
A paixão se alimenta
Do prazer e da vontade
Mas quando não se aguenta
Se cala e se contenta
No vazio da saudade
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